Segundo a embaixadora Gisela Padovan, secretária de América Latina e Caribe do Ministério das Relações Exteriores, a cúpula faz parte do processo de revitalização da Celac, que tem um papel fundamental na integração regional.
Além disso, ela destacou o potencial da região, que é rica em recursos naturais e declaradamente uma zona de paz.
O presidente Lula viaja a Tegucigalpa, em Honduras, ainda nesta terça-feira (8). A expectativa do Itamaraty é que a Cúpula realize um debate amplo sobre todos os temas da atualidade.
No encontro, Honduras deve transferir para a Colômbia a presidência do bloco. No final, deve ser publicada uma declaração conjunta dos 33 países da região.
O governo brasileiro vai propor duas declarações especiais, com destaque para que os países integrantes da Celac se unam em uma candidatura única para o cargo de secretário-geral das Nações Unidas, como destacou a embaixadora Gisela Padovan.
Atualmente quem comanda a ONU é o português Antonio Guterres, que deixa o cargo em 2026.
A encontro da Celac ocorre no contexto de forte tensão na região em meio ao endurecimento das políticas contra imigração do governo dos Estados Unidos, liderado pelo presidente Donald Trump, além da guerra de tarifas iniciada pela Casa Branca.
O Itamaraty ressalta que o tema das tarifas não estava na pauta das negociações, porque quando a agenda foi preparada não havia informação sobre a extensão dessas tarifas.
Já o tema da imigração será um dos destaques da Cúpula da Celec. A ideia é reativar um grupo de trabalho para tratar do tema.
*Com informações da Agência Brasil.
Agencia Brasil